Pacotão Frenético do K-pop #12: 9Muses, WJSN, Mamamoo, Flops e Nugus.

6/25/2017 0 Comments A+ a-


Olá, meus queridos! Seguem os tempos conturbados, então reuni aqui várias coisinhas que deixei passarem batidas durante o mês. Algumas de grupos conhecidos, outros não. Não é desrespeito ou algo assim, mas conveniência. A ordem de gosto é, como sempre, crescente.

Monsta X - Shine Forever



Acreditem ou não, eu gosto de vários produtos do Monsta X. Cada álbum seu costuma entregar ao menos 2 ou 3 faixas interessantes. O que mais me atrai em si é o instrumental. Nos singles, tradicionalmente costuma ser um elemento de êxtase. Seja como acompanhamento ideal aos vocais (Hero e Beautiful) ou com brilho único (All In), são batidas recheadas de techno e trap, quase sempre uma agressividade fatídica que contagia.

Shine Forever, entretanto, quebra essa sequência positiva. É um mal de reckapages, diria. Raramente vimos um, sendo o Shinee um dos exemplos mais ratificantes. Chamar o single do relançamento de Shine Forever e cair no mesmo erro é ironicamente simbólico. Esquecível.

WJSN - Happy



E com Happy, eu fiquei bem sad. Onde está o WJSN de Secret? Me parece que o pequeno hino foi um acidente isolado. Foi tão edificante que erigi expectativas incompatíveis com sua carreira até então, em percepção ressaltada pelos dois comebacks pós-Secret. I Wish ao menos se esforça no mesmo conceito que o nome do grupo possibilita com naturalidade, enquanto Happy é a Starship desesperada em fazer acontecer um ato de estrondo após o fim do Sistar. Como já aprendemos, o caminho genérico do Pop açucarado e agitado não tem sido mais a tendência segura de sucesso que fora em 2015. Lamentável, pois o potencial ainda está ali. Seguirei acompanhando, mas com receio.

FTIsland - Wind



Single do FT em comemoração aos 10 anos da banda, é também a melhor deles em meia década ou mais. Não ouvirei tudo que lançaram ultimamente, mas há anos não me interessava tanto por um release dos rapazes, que hoje vivem em ostracismo, mas possuem importância ímpar na indústria, e foram seus lucros - juntamente ao CNBLUE - que auxiliaram a FNC a crescer a ponto de conseguir debutar o AOA, por exemplo.

Wind é uma choradeira melancólica e melodramática, sem os estouros típicos dos membros, mas que não por isso deixa de ser uma experiência válida. O início solo e taciturno, enquanto retratam um abandono - metáfora à empresa, certamente, visto que já reclamaram publicamente do descaso dos engravatados - cria uma ligação profunda quando, no andamento, o instrumental se intensifica, como se o companheirismo crescesse e fosse o elo de permanência do FT; o legado de sua amizade duradoura, mesmo em tempos sombrios e pasteurizados. 

Mamamoo - Yes I am



Segundo comeback seguido do Mamamoo que acerta. Mas ainda, como fora em Decalcomanie, soa quase infértil para mim. Adoro a proposta e o comprometimento artístico das gurias, mas nunca consegui abraçar firmemente o grupo. É uma boa canção, divertida, fiel ao histórico estiloso e clássico delas, sem perder a irreverência do kpop e das integrantes em si. Mas não convence a ponto de aparecer no repeat. No máximo, um cão errante em uma playlist enorme, à espera de sua chance e que só aparecerá quando estiver esquecida.

Yezi e Turma - Runaway



Aí Yezi, a quem já disse considerar a melhor rapper do cenário Idol várias vezes, apareceu com uma de suas collabs obscuras. Mais contido que sua postura em solos, onde parece sempre pronta para nocautear e cuspir em você, Runaway ainda assim se destaca na fluidez a calmaria geral da faixa, tendo na boa química entre os artistas um bônus essencial para sua funcionalidade. Até mesmo os versos do cara, que parecem uma bridge de rap extraviada numa música de rap, se engajam bem no todo. 

Gummy - I I YO



Aí uma que você provavelmente deixou passar. Gummy, nome recorrente em osts de Doramas (e boas) lançou um álbum. seu primeiro, neste Junho. Entre as aproveitáveis, temos um feat. Cheetah e o title track, I I YO, que, sendo ela quem é, é uma Ballad R&B, obviamente, mas com a força de seu timbre que faria renome no auge do Soul, e a emoção sempre impagável e tocante.

O MV é uma grata surpresa, protagonizado por Jaejoong - ele mesmo -, em uma história de otimismo, superação e resiliência. Entre as favoritas. 

9Muses - Remember


Eu até demorei para gostar disso; semana ocupada, muitos releases, um maratonão de Pokémon que ando fazendo. Mas quando prestei atenção, viciei automaticamente. Nunca fui um grande fã do 9Muses como vários de meus colegas blogueiros, mas é inegável que elas possuem alguns sons marcantes e que entrariam no panteão sagrado do Kpop, como Wild e Hurt Locker. Remember não chega a tanto, mas é o suficiente para receber respaldo e usufruir de nosso mais precioso pagamento, o tempo. Pois ela vale muito tempo em nossos ouvidos. 

Ao contrário dos dois últimos comebacks, contando aqui a unit, onde a desorganização da empresa e as incertezas da line parecem ter prejudicado o grupo em si, Remember retraz o espírito dark do ato, tirando o que as meninas têm de melhor; sensualidade e a essência raposina e provocativa que as 4 remanescentes conseguem atiçar com um simples olhar. Estarem em banheiras amplia muito o efeito. Principalmente se for a Kyungri.

E o refrão é digno de parabéns aos responsáveis. Evolui um arranjo elogiável para algo poderoso e inesperado. Recentemente critiquei como o comevolta do BlackPink peca justamente no ápice. Remember serve de perfeito exemplo do contrário. E me faz querer que elas tenham mais um bom tempo ativas. Tirou a indiferença de 2 anos. 

Se o Fiestar ainda existir, deveria seguir à risca isso. 

Bis: Hong Jin Young - Ring Ring


Mais de um mês disso aqui e ninguém me falou nada? Tsc Tsc.

Não sei o que a Hong ainda fazendo da vida em toda sua beleza infinita, mas se divirtam com essa bobageira absurda. 

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