BoA está de volta para lembrar a todos por que atingiu o status da Rainha do Kpop.

6/28/2017 0 Comments A+ a-


BoA não está inativa. Este ano mesmo já teve faixa pro Station e uma balada japonesa para dorama bem aproveitável, apesar de lançada no ostracismo e lá deixada, afinal, avex e SM competem pelo maior descaso com quem já fora uma de suas estrelas principais. Além de perder tempo como apresentadora do Produce 101 Tico Version, competentemente ignorada por mim.

Porém, são lançamentos secundários, como um alívio de culpa desleixado para a SM poder dizer que acredita nela enquanto se concentra nos grupos e na Taeyeon. 

Tudo isso é uma pena, e neste demorado comeback, a denominada Rainha do Kpop deu mais amostras de como ainda tem muita disposição e talento para nos brindar:


Eu poderia fazer um trocadilho infame aqui com as palavras boa e BoA. Até fiz, mas desisti tamanha podridão. Mas que mulher abençoada é a solista. Destarte, abençoados somos nós por tê-la nesta era. Mesmo que eu tenha demorado a adentrar na discografia dela, sempre foi alguém que tive respeito, desde antes de entrar no mundo do Pop Oriental e ao menos saber que ela era Coreana e o que era Kpop. Foi através de Every Heart (ASSISTAM), primoroso e emocionante ending dela para a InuYasha, meu anime favorito.

Foi em 2010, quando de vez comecei a explorar o Kpop, que topei com este rosto conhecido - mas com 8 primaveras extras de experiência. De lá para cá, a admiração apenas cresceu. São 17 anos de carreira, um número fantástico no cenário mainstream do Pop Coreano, onde vemos grupos terminando frequentemente antes de 60 meses(há); e não 17 anos em vão, mas de sucesso e qualidade, com pequenos deslizes e uma tentativa frustrada de invadir o mercado Ocidental.

O tempo passa, as feições mudam, mas, felizmente, BoA segue como um monumento qual podemos confiar. Deixando de lado a sonoridade mais moderna de seu último Station, CAMO (camuflagem) excita o lado tradicional e que consagrou a Idol, um R&B dançante que encaixaria nas tendências do começo dos 2000, mas que jamais soa defasado ou repetitivo quase duas décadas depois. Vejam como os elementos eletrônicos crescem sem jamais explodir no refrão, que desce o ritmo do pré e foca completamente na capacidade de BoA em nos envolver - o que funciona. Domínio e capacidade quase incomparáveis no terreno ao Sul do paralelo 38; um Popzão atmosférico e viciante sem perder compostura, elegância e sensualidade.

É um produto contemporâneo executado por alguém experiente e que soube se adaptar sem deixar sua essência de lado. De quantos artistas podemos falar isso?
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