Oh My Girl avança ainda mais em sua decadência vertiginosa com Coloring Book.

4/03/2017 0 Comments A+ a-


Eu já tive muitas esperanças pro Oh My Girl. Cupid foi um debut esquecível, mas dentro da linha do aceitável e com um razoável fator de replay. Closer, como primeiro comeback, foi impressionante. Um dos melhores esforços de 2015 e presente em minha playlist até os dias de hoje - raramente vítima de um "next".

A expectativa que a faixa me causou foi, entretanto, um grande coice em minha relação com elas, e não o contrário, o que seria natural visto que abracei as meninas precocemente.

Porque, o que veio a seguir, jamais chegou perto de alcançar o que atraíra meu afeto. E se eu ainda tinha algum resquício de esperança, livro de colorir o deflagrou:


Mesmo sem ressurgir como o fenômeno latente prometido, canções como Liar Liar, Windy Day e até mesmo A-ing possuíam algum apelo e fatores que as reforçavam como algo minimamente bacana, seja por grude ou os breaks árabes. Só que dessa vez, o caixão foi à sete palmos.

Pois é difícil distinguir alguma característica aproveitável em Coloring Book. Os vocais? Não são faz tempo. A backing track? Genérica. O carisma das integrantes? Nem sei quem são mais. O MV? Tem uma beleza superficial insuficiente para salvar algo. A letra? Vixx...

No fim, é um single básico e superficialíssimo. Não vale como entretenimento, e como arte, é insignificante. Talento pra mais as gurias têm e já provaram isso. Cabe à WM escolher entre o comercial barato ou a longevidade do ato. As vendas aumentaram levemente ano passado, mas isso aqui é intragável aqui, na Coreia e em Lórien. 

Todo buraco é raso para a carreira do OMG, hoje em dia. E se há infelicidade maior que isso, é que não cabe a elas saírem de lá. É o mal do sistema capopeiro.

:/

Você gosta do conteúdo do Delírios? Não deixe de curtir a página no Facebook e nos apoiar para a produção de novos materiais.