E o Winner, vejam só, teve um comeback que merece realmente Win (Há)!

4/04/2017 0 Comments A+ a-


Vocês sabem, ou deveriam, mas prum boygroup receber post aqui, mio caro, algo especial deve ter acontecido. Nem o estímulo por views fáceis me motiva mais. Ou a apreciação é de nível suspensório à descrença que tenho por semelhantes de sexo, ou a desgraçada foi cataclísmica - e mesmo assim, quando é pra chover críticas, prefiro me ausentar, vide a não existência de posts a Chewing Gun e iKON neste blog. 

O caso do Winner, deve ter ficado claro, então, é de felicidade. Não plena, mas digna, entre um aproveitamento razoável que talvez venha a melhorar com o passar dos dias, algo tão corriqueiro no Kpop.

Neste primeiro retorno após a saída do garoto indie, os Red Velvets do YG, cujo futuro se mostra tão incerto quanto este blog, até por um aparente descaso do chefão, sugestivo até um rancor pessoal, apareceram com o típico double a-side da empresa para um não tão típico degustamento masculino.


Diz a vida que o prato principal é o uptempo. Então começamos por ele, tão retrógrado musicalmente que foi filmado até mesmo em preto e branco, homenagem à época onde o Tropical House estava em voga. Brincadeiras à parte, o single não me chamou tanta atenção, um pouco pela saturação óbvia, um pouco pelos esquemas repetitivos e sem empolgação. Falo aqui do vocover e dos Really Really amiudados. Recentemente, a mesma empresa se saiu melhor em uma sonoridade semelhante, com Playing With Fire, o que reforça como os rapazes são deixados com ~sobras~ (eu sei que eles fazem parte da produção, mas né...). É uma experiência rápida e pouco memorável, apesar de não ruim. O destino quis que, após um desinteresse inicial, eu me viciasse em Cover Up e Don't Recall, últimos releases de renome no gênero, então já me preparo para ser conquistado por isto daqui algumas semanas.

Na contramão do universo capopeiro, porém, quem realmente me agradou a ponto de justificar a criação de um post impensado até as proximidades da 00:00 do dia 04, é Fool, o natural lado melancólico do projeto:


Essa versão mais cândida e tristonha (sendo pedante: sorumbático) é o verdadeiro trunfo dos caras, algo que os outros atos homens da YGE ou não conseguem performar, ou não andam tendo êxito (Last Dance que o diga). É complicado fazer uma boa balada, e não à toa a blogosfera se expressa com decepção e desanimo quando alguma música se anuncia sendo uma. Transmitir a solidão, soturnidade ou depressão desejada sem torrar a paciência alheia em enfastiamento perene é, em minha opinião, uma atividade mais exigente do que incitar nosso espírito Dance. E em Fool, assim como fora em Baby Baby, os meninos do Winner conseguiram isto com primazia.

Com destaque para o pulso vibrante do Seungyoon, as sensações acanhadas e taciturnas nos comovem na medida certa, e se a consistência rítmica, sempre em tonalidades baixas, poderia ser uma arma contra nos quase 4 minutos de duração, ela serve justamente para endossar o tamanho do acerto, pois funciona perfeitamente na falta de agudez; salienta a delicadeza dos vocais sem exageros, o que completa a experimentação. Tudo acompanhado por um dos melhores MVs recentes da YG, aliando a costumeira beleza estética com uma historinha dramática quase inédita. 

Talvez, na ausência do BigBang, o Winner, mesmo que por obrigação para preencher agenda, receba mais esforço dos engravatos. Se o resultado mantiver algo próximo ao apresentado aqui, será um respeito urgentemente requisitado aos mijadores de pé da YG.

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