Se queriam esperança pra 2017, ela chegou: até Hello Venus veio com algo bom.

1/11/2017 0 Comments A+ a-


Não é sensacionalismo nem hate gratuito; como sugere o título, eu não sou o maior fã do Hello Venus não. Isso nem se deve ao fato de sua inconstância conceitual. Claro que é bizarro um grupo que nasce no Aegyo de repente se tornar a personificação grupal da volúpia alheia e então retornar pra uma imagem Apinkaíada, em 2016. São transições abruptas, mas se tivessem um resultado decente, toleráveis. O problema é que, nuss, haja single ruim. Que catálogo medonho o das meninas. Não importasse o gênero, há algum tempo, já tinha o julgamento de que qualquer que fosse o estilo o comeback do Hello Venus, seria ruim.

E, sim, isso se manteve na divulgação de Mysterious. Não fazia ideia do que viria, graças aos meus já mencionados 300053546x princípios de não olhar teasers, mas pouco importava. Ninguém faz "I'm Ill" e "Wiggle Wiggle" e pode esperar respeito.

Com esse pensamento, cliquei play nisso aí de baixo:



E não é que elas acertaram? Não é um Single bom pro Hello Venus. É um single bom mesmo, algo que parece saído do Dal Shabet, ato muito melhor que o Hello Venus em si, então leia isso como um elogio, uma evolução.

Novamente há uma mudança drástica de conceito em um curto período. Do pacifismo pastel e insosso que foram seus três releases do ano passado, agora o sexteto apareceu com esse Dance cheio de classe e o uso de synth trombético que traz todo um espírito jazzistico. O MV no maior clima Budapeste Hotel (à lá LIE) com a historinha vintage e peculiar de espionagem (e é divertido notar como sua abordagem difere à de Excuse Me) contribui para a ambientação que parece um retrô advindo de um planeta diferente, mas ainda afastado de qualquer modernidade extra-contemporânea. 

Ainda acho, no entanto, que faltou impacto à canção. A fluidez instrumental e vocal com que chega-se ao refrão, passando pelos assovios, o piano e bateria são bem distinguíveis, mas o clímax em si é mais monótono e se repete demais numa tentativa de grudar, mas sem ter um fator chiclete o suficiente para isso, o que apenas o torna cansativo. Assim, sinto que gostei menos da faixa do que desejaria - e que o potencial dela aparentava também. 

Sua qualidade, entretanto, foi o suficiente para me fazer prestar atenção ao MV como um todo, algo que nunca havia feito até então em sua carreira pelo tremendo desinteresse que já se instalava em mim nos primeiros segundos das músicas. E, só quero dizer que, barbaridade, como as integrantes são bonitas. Nem sei dizer qual achei mais atraente, pois o nível é altíssimo. Só no aguardo das lives sem o cenário emprestado de "The Boys" para ver essas sinuosidades ao vivo.

Nota: eu talvez tire uns dias de folgas agora. Nada grande. Não deixarei de comentar os debuts solos de Seohyun e Suzy.

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