As Melhores Músicas de 2016: 66º - 53º.

12/19/2016 0 Comments A+ a-


Pauleira pauleira. Nessa última quinzena do ano, o foco será mesmo nas partes do rankzão das melhores - ou seja, nada de Back in Time. O objetivo é não deixar o quadro se arrastar Janeiro adentro, no máximo o Top 10.

Então, cansados ou não, vamos para mais 14 faixas que marcaram este 2016.

66º Mino - Body


Enquanto o Winner definha no porão do YG, Mino teve uma nova chance de mostrar seu talento e mandou bem. Por mais que eu tenha meus contras contra essa pose exibicionista, foi bem executada e funcionou bem no sujeito, então seria infantilidade reclamar e focar neste aspecto. O rap misturado ao eletro entoado de maneira sensual ao invés de versos rápidos e agressivos foi um acerto e conferiu certa elegância na coisa toda, características que a destacaram, por exemplo, do que seu parceiro de empresa Bobby lançou no mesmo período.

65º Luck Life - Namae wo Yobu yo


A primeira temporada de Bungou Stray Dogs é uma das piores coisas que já assisti na vida, a prova viva de que uma boa animação não salva uma história péssima. Porém, o encerramento é a antítese em qualidade da narrativa despropositada da obra. O início em acordes baixos dá a sensação de que veremos um daqueles endings soturnos e reflexivos, algo que não deixa de permear por toda a faixa, mas conforme nos adentramos em sua duração, ela assume-se como um Pop-Rock elegíaco em que a alternância de ritmo retrata o arco do protagonista com mais eficiência que o roteiro: superação; um começo humilhante, tristonho, mas que agora sofre uma reviravolta e uma chance de redenção. A mesma banda foi responsável por outras trilhas do anime, e recomendo todas - bastra youtubar um "Luck Life Bungou Stray Dogs".

64º Davichi - Beside Me



O comeback do Davichi não apresentou nada de novo, mas a velha fórmula de dar as partes mais intensas para Haeri e versos calmos para Min segue imbatível e impecável. Difícil achar uma harmonia de vozes melhor hoje em dia.

63º Gain - Carnival


Carnival teve suas virtudes ofuscadas pelo ardente desejo humano de incitar polêmicas - no caso, acusá-la de plagiar Red Shoes, da IU, que é do mesmo produtor. Uma banalidade e que parece ter impedido a previamente anunciada segunda parte do álbum, pois o lead, assim como suas b-sides, é um jazz inspired elegante e espirituoso embalado por um MV esteticamente deslumbrante que consegue fazer um assunto tão blasé quanto aproveitar a vida ao máximo soar profundo, maduro e, é claro, sensual, a marca da artista, uma das mais completas do K-pop. 

62º Stellar - Cinderella


Dentro do baita EP que foi Sting, Cinderella destaca-se das outras b-sides com uma balada emocional, melancólica e conduzida com maestria pelo quarteto mais subestimado do K-pop. 

61º EXO - Dancing King


A SM gastou milhões para MVs de Monster, Lucky One e Lotto, mas o melhor esforço dos rapazes neste ano mesmo se deu nesta despretensiosa, divertida e latina colaboração com o comediante Yoo Jae-suk, também uma das melhores do Station.

60º Berry Good - Don't Believe



O Tropical do Berry Good manteve a qualidade de Angel e do curto catálogo delas, apenas alternando o estilo. O grande porém, mesmo, é a saturação do gênero, o que fadigou a canção antes do que ela merecia e ocorreria em um contexto diferente. 

 59º Bulldok - Why Not


E do nada, um grupo chamado Bulldok debutou anacronicamente apostando no finado Candy Funky Style, justo no ano em que os maiores representantes deste disbandaram. Receita para o flop, mas que não afeta o quão bom isso foi. A dinâmica entre os versos e os raps estão em consonância aos sintetizadores urbans agressivos, porém nada exagerados e que apenas reforçam a identidade das meninas, algo cada vez mais negligenciado no cenário atual, onde todos parecem querer se misturar numa massa amorfa de mesmice. 

58º KNK - Back Again


Um dos melhores debuts de 2016, KNK teve em Back Again seu main song até aqui, por mais que U também mereça nota. Back Again possui um ritmo uptempo dançante e intenso que parece a exata mistura de melancolia com eletrônica que construíram o auge do Beast, período que foi um dos ais profícuos de qualquer boygroup; talvez uma mistura entre este e Infinite. De qualquer forma, é uma comparação que tende ser positiva e um grande elogio para os rapazes.

57º Brave Girls - Deepened


As Brave Girls surpreenderam eu e o mundo capopeiro ao lançar isso após 3 anos de hiato e com 5 novas integrantes. Principal fruto de um início de ano incomum do Brave Brothers, Deepened ficou em quarto lugar no primeiro semestre, mas o tempo a desgastou. Apesar disso, o clima saudosista e dançante da track garante sua permanência e lembrança no top anual.

56º Twice - One in a Million


A melhor música do ano do Twice não foi Cheer Up ou tampouco TT, mas sim essa injustiçada b-side. Ao contrário dos singles agitados e de natureza comercial, One in a Million, com seu instrumental leve e balanceado, deixa espaço para as garotas mostrarem um talento vocal até então desconhecido para aqueles que nunca ouviram suas MR Removeds. Como bônus, temos uma letra bonitinha e otimista que a tornou o hino dos Onces - e um MV especial com cenas de bastidores ou algo parecido deveria ser obrigação. 

55º Femm - Pow!



O Femm me deixou mal acostumado com o absurdo que foi o Femm-Isation. Após um 2015 apagado, a expectativa para seu retorno era descomunal, e até por isso, Pow acabou levemente sabotada. É uma música acima da média e que revive a áurea radiofônica Pop delas, mas que perde força em comparação com o que o duo entregara até então.

54º BlackPink - Stay



A baladinha do PretoRosa foi também seu maior fracasso nos charts, o que apenas evidencia o gosto duvidoso dos korebas, pois isso aqui é ótimo. O arranjo todo acústico, aliado à gaitinha e as palmas são características suficientes para destacá-la de semelhantes do gênero - e também garantir esta posição por aqui.

53º IOI - Very Very Very



E o adeus do IOI, por mais triste que isso seja, foi em grande estilo. Produzida pelo tio massa véio-JYP, Very x3 é exatamente o que ele deveria entregar para o Twice. Enquanto isso, porém, a filha mais nova, Somi, liderou seu grupinho com esse synthpop camaleônico que tem toda uma áurea inocente à lá Lovelyz, mas com um visual creepy e elementos inesperados como palminhas e estalares de dedos que lembram o espírito Ice Cream Cake. 

O curioso é que até este release, eu não dava bolas pro IOI, mas gostei tanto de Very x3, que passei a curtir até Whatta Man (Crush e Dream Girl não dá) e até conferi o Weekly Idol das meninas. Sentirei saudades.

                                                 [80 - 67] 
eunseo wjsn cosmic girls gif

E é isso, delirianos. A terceira parte volta daqui dois ou três dias. Será que sua fav marcará presença dessa vez? Onde estão Gfriend e Red Velvet? Aguardem.

E não deixe de curtir a página do Delírios no Facebook.