As Melhores Músicas de 2016: 52º - 39º.

12/22/2016 0 Comments A+ a-


Estreitam-se as apostas. Apesar de todas as participantes do Top serem de meu gosto - nada de fillers -, a entrada no Top 50 intensifica a disputa e denota o que realmente me marcou no ano. Até para mim, foi complicado decidir quem ficaria de fora do corte e quais as razões para as escolhas, visto que de um dia para o outro é totalmente cabível de mudarmos nossa preferência repentinamente. Porém, hoje, a ordem fica como está abaixo.

E já vos adianto que estão diante de um caso histórico, pois acho que nunca coloquei tantos ticos num top. Não se acostumem.

52º Band-Maid - YOLO



Dessas coisas maravilhosas proporcionadas pela indústria fonográfica japonesa, o Band-Maid certamente é das minhas favoritas. Em seu excelente 2016 (confira também alone), YOLO me agradou mais por pegar o espírito hard rock do início da década passada, revitalizado por bandas como Foo Fighters e Audioslave; enérgico, pesado e cheio de riffs elétricos e explosivos. Como gostava muito disso na adolescência, é como misturar duas épocas diferentes de minha vida em uma só. É lindo.

Tudo isso, é claro, por gurias vestidas de empregadas góticas e metaleiras. Quem não amar, está errado(a).

51º Daoko - Daisuki



A vocaloid gemedora de rosto físico foi bem ativa neste 2016, e entre todas seus esforços, nenhum igualou Daisuki, que une o electro ao techno para uma faixa que parece saída de um anime independente e retrô. Para melhorar, temos a inesperada bridge frenética e distorcida. Uma salada de frutas. Adorei. 

50º Flow - Kazeno Uta


Entre as infindáveis aberturas de animes de 2016, uma das melhores ficou por conta dos dinossauros do Flow, que já trabalharam em velhos conhecidos como Naruto, Dragon Ball e tantas outras animações nipônicas, e agora "emprestaram" seu talento para Tales of Zestiria. Mesmo com quase 20 anos no batente, ainda conseguem produzir em bom nível, e Kazeno é a prova. O espírito alternativo ganha o bônus de uma gaita de fole, algo simples mas que dá um tom único à OP. Tão boa que ~quase~ perdoamos esse vídeo bisonho.

49º NCT 127 - Mad City



Caraca como eu gosto da forma que utilizaram os sintetizadores no álbum do NCT 127. Nitidamente um rap, o instrumental tecnológico completa os vocais e concerne um tom de mistério ao todo. Outro fator que me agrada é como o refrão é imediatamente seguido por versos, sem uma grande ênfase, o que se repete muito no gênero, como se dissessem "se liga aqui meu refrão barulhento e como sou foda". Até mesmo Fire Truck, que eu curti, é assim. Mad City, ao contrário, é impaciente e contínua, sem pausas e em irrefreável sucessão de palavras, o que garante a qualidade da experiência. Dei uma ouvida no Color Coded e o tal do Taeyong (really?!) manda muito bem. 

48º ATF feat. Ladybeard - Ghost Cript


Se alguém por acaso tinha alguma dúvida, a carreira pós LadyBaby dos envolvidos deixa bem claro quem era o verdadeiro diferencial do conjunto. Enquanto as meninas voltaram com um simulacro barato de sua essência antiga, LadyBeard colaborou com o ATF, girlgroup chinês que debutou no mesmo ano para criar um Heavy Metal que não conquista pelo bizarro (a menos para nós que já estamos acostumados a um marmanjo vestido de garotinha cantando metal com um bando de garotinhas de verdade), e sim por ser genuinamente fascinante e envolvente. A áurea mais dark e com uma intro remetente de longas de horror casa bem com o clima pesado da melodia, que ganha sim um contraste nas vozes das meninas - nem todos são LADYBABY -, mas que combina bem com os berros ensurdecedores do barbudo que é uma das figuras mais carismáticas do Asian Music.

47º Monsta X - Be Quiet



Anárquica. Caleidoscópica. Brutal. Chame como quiser, Be Quiet é a antípoda do que sugere o título - ainda bem. Um EDM piromaníaco que seria muito mais adequado na temática distópica cyberpunk dos clipes filmados para a série "The Clan". A força dos vocais e dos synths é estimulante, violenta e bem, bem viciante.

46º Jaejoong - Love You more


A carreira do Jaejoong pós-TVXQ é trocentas vezes melhor que do próprio DBSK e do JYJ na década. Ao contrário de grande parte dos Idols que se arrisca solo, a coragem de ter enveredado por um estilo completamente diferente do que o mercado mainstream compra e que o próprio público alvo do ato costuma exigir foi recompensada com sucesso artístico. Love You More traz uma veia mais Pop que seus antigos releases, e até por isso perde um pouco a conspicuidade emo e melancólica que estava habituado, mas continua sendo um Rock leve e romântico que merece a menção. 

45º Hyuna - How's This?



A blogosfera não se empolgou muito com o primeiro comeback de Hyuna após o fim do 4Minute, mas no meio das batalhas entre os que acusavam-a de egoísmo perante suas parceiras e os que a defendiam, Hyuna voltou com algo que o K-pop precisava e muito à época. Quando o Aegyo Concept nos inflava e afundava o ânimo, a ex-Wonder Girl explorou novamente sua voz de bezerro e o sex appeal para um rap visualmente tão gregário quanto as variadas sonoridades que desfilam por sua duração (trap, dubstep), todas em ressonância para encaixá-la no estilo "sou bem mais gostosa que você e tô nem aí pro que pensa" que Hyuna vem aperfeiçoando em sua carreira solo. 

44º Winner - Baby Baby



Quis o destino que Sentimental, 13ª na lista das melhores do primeiro semestre, caísse no esquecimento deste que vos escreve, enquanto Baby Baby, esnobada lá atrás, erigisse no TOP 50 anual. Eu já havia curtido a track quando lançou, mas com o tempo (principalmente após tantos "nossa, mas Baby Baby é tão melhor" que recebi), o PBR&B dos garotos enclausurados no porão pelo tio YG me conquistou definitivamente, afinal, é um feito e tanto explorar o conceito acima sem soar pretensioso e entediante.

43º BlackPink - Playing With Fire



O quarto e último dos 8 releases prometidos pelo YG ao BlackPink, Playing With Fire foi o lado uptempo do Square Two, mas não pode ser chamada de farofa, cargo da esquecível Boombayah. A música tem elementos mais característicos e étnicos do Reggae, eletronicamente transformados em um famigerado Dancehall. Porém, mesmo com um ritmo acelerado, ela não se perde em exageros e mescla bem os vocais - com Jennie surpreendendo - à backing track. Só não está mais acima na lista pelos raps dissonantes e pouco inspirados de Lisa (nada contra a garota, apenas a pouca inventividade dos produtores).

42º Tomomi Itano - OMG


Eu gostei bem menos do álbum "Get Ready" do que esperava, mas o main single é realmente algo notável; um pop açucarado, adolescente, rosado e cheio de firulas de edição, como se todos os envolvidos tivessem 15 anos. Me lembra um pouco dessas cantoras teens de hoje em dia, mas principalmente o clássico cômico Barbie Girl. Não sei bem se é o que Tomochin queria, mas funcionou.

41º BTS - Blood Sweat & Tears



O 2016 do BTS foi bom a ponto de ser o primeiro ano em que concordo com o laureamento absurdo de um ato masculino mainstream. Ok, teve fire, mas os outros singles e até o conteúdo dos álbuns em si compensam a amostra genérica. Blood... aposta no reggaeton para unir o inútil ao agradável, satisfazendo o fandom em fanservice e o público comum com uma canção cheia de subjetividades e pontualmente dançante.

40º AOA - Crazy Boy



A melhor b-side do bom Good Luck traz uma sonoridade mais rockish ao AOA sem perder o espírito Dance que as trouxe à fama repentina, aproveitando os vocais acima da média de Yuna e ChoA nos clímax enquanto as outras se revezam em versos mais suaves e menos exigentes, tudo em perfeita sintonia.

39º Gfriend - Distance


Para dar uma voadora fenomenal em todos os detratores do Aegyo (eu), o Gfriend fez um full inteirinho baseado na fofura e mesmo assim, foi um dos melhores álbuns do ano, reforçando o que tenho dito desde que me apaixonei pelas meninas - não é o Aegyo que é ruim, mas sim como a massa o tem explorado. O Gfriend evita excessos, entrega pequenas mudanças melódicas em suas composições e, com o benefício dos bons vocais e carisma das integrantes, vira o sucesso que é, mesmo advinda de uma empresa minúscula. 

Mas falando unicamente de Distance: que coisinha mais gostosa. A gaitinha e o instrumental inocente transmitem uma sensação pacífica de... fazendinha. Quase um lounge involuntário, um, sei lá, country-reggae para baixinhos. Poderia muito bem ser tema de algum desenho infantil, mas também com apelo sonoro crível.
yoona snsd girls generations gif

                                        [80 - 67] . [66 - 53]

E por hoje é isso, meus queridos. Dessa vez tomei vergonha e já organizei todas as posições dos próximos rankings. Aos adivinhos, fica a dica da próxima parte:

9 atos Coreanos (1 solista, 2 osts de dorama, 4 girlgroups, 1 de programinha e 1 boygroup);
4 faixas japas (não necessariamente de japoneses);
1 Colab com grupo US. 

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