As Melhores Músicas de 2016: 24º - 11º.

12/29/2016 0 Comments A+ a-


Após uma tortuosa estrada de decepções e ameaças de hackear o blog, chegamos na penúltima parte do estafante Top das 80 melhores canções do ano. A partir desta etapa, já vos adianto para moderarem as acusações de sabote, pois estar aqui já é "honroso" o suficiente. Começando na 24ª colocada, todas são 10/10 e me tiraram vários minutos - se não horas - de vida a escutá-las. A predileção se deve a minúcias. Então, sem mais rodeios, vamos ao que interessa:

24º Ladies' Code - Rain



Em seu ano de retorno ao cenário musical, Ladie's Code arrebentou e se manteve "limitada" a downtempos como forma de respeito às mortes de RiSe e EunB, em ciência do julgamento massivo que receberiam de seus conterrâneos caso arriscassem algo mais agitado. Essas restrições tácitas, entretanto, em nada afetaram o rendimento, pois o agora trio teve, disparadamente, sua melhor época. Serviu para reforçar o talento das meninas em melodias emotivas, sentimentais e carregadas de significado. O único pesar se deve pelo fato dos maravilhosos MVs não terem recebido nenhuma análise conspiratória do Danizudo. Tiveram de se contentar com a teoria do Delírios mesmo.

23º 24K - Bingo



Os caras existem desde 2012, mas só me dei conta agora, e não é pra menos; Still 24 e Bingo são tão superiores aos seus antigos esforços que religiosos poderiam investigar envolvimento do diabo por aí.

Por pouco, aliás, as duas supracitadas canções não marcaram presença no Top, mas graças a erros de contagem fui obrigado a filtrar apenas uma, e a promovida foi Bingo, que conseguiu o feito de ficar na 23ª posição. Bingo parece uma mistura da intensidade do Infinite com a porraloquice do B.A.P. Algo que, por exemplo, o Monsta parece tentar, mas ainda sem tanto êxito. O resultado é frenético e extasiante, um bom caso onde a build-up expande o potencial do refrão.

22º FEMM - LCS



FEMM teve um ano positivo, mas irregular, e certamente abaixo de 2014 (mas nem é justo comparar). LCS é um EDM futurístico radiofônico que elas aperfeiçoam com o tempo, combinação que quanto bem organizada, funciona como os melhores trabalhos da dupla. Além disso, LCS possui um MV cheio de esmero e criatividade com o sugestionismo lésbico retratado por captura de movimento.

21º 4Minute - Canvas



Melhor amostra do bom canto do cisne do 4Minute em Act.7, Canvas ganhou tanto apreço entre a fanbase que foi transformada em single e até ganhou um pavoroso MV em 360º, tecnologia que não faz sentido em MVs, pois você perde algo enquanto olha outro. E ficar em busca de Gayoon enquanto queimava meu dedo no touch não é minha ideia de entretenimento. Babar o ovo de Skrillex e promover com Hate (que é boa, mas inferior), aliás, foi um dos catalisadores do disband. Com Canvas, a história poderia ser diferente. Durmam com essa.

20º Ayumi Hamasaki - Mad World



Se Ayumi não entregou um álbum inspirado em sonoridades típicas japonesas como prometido e sugerido pelo título, não se tira o mérito de algumas faixas que Mad in Japan teve, em virtuosidades bem à frente que sua discografia na década. Mad World é o Pop Rock em que a japa é especialista, construído sabiamente para uma catarse explosiva no refrão que sempre terá o privilégio da incomparável voz da lenda.

19º J-min - Ready For Your Love


J-min, que 90% de vocês não conhecia e os outros 10 não lembrava, surgiu do nada com esse urban-pop delicado e romântico que trata o tema com sabedoria e maturidade, sem excessos ou idealizações; dramática, bucólica e quase mística, é uma das produções mais subestimadas do ano. Uma bem-vinda mudança do som mainstream padrão da SM. Uma pena, é claro, que recebeu menos de 500 mil views em mais de 4 meses (Lotto tem 47 milhões em 9 dias a menos). 

18º August D - August D



Isso sim é um rap. Suga do BTS compensa um nome artístico tenebroso com um talento que ele não consegue demonstrar em plenite junto aos outros rapazes. "Sujo", agressivo e nervoso. August D é tudo isso, em versos absurdamente rápidos e regados em fúria. Eu literalmente tenho vontade de sair por aí dando cambota xingando os outros, e olha que sou bem pacífico e timidamente bocaberta.

17º Gfriend - Navillera



A fórmula Gfriend segue a mesma, mas a experiência as garante um crescimento vertiginoso em capacidade. Navillera mantém a áurea pura, os riffs de guitarra, os sintetizadores pesados e berros e mais berros de potentes vocais que já podem ser considerados combo especial das meninas. Mas funciona, fazer o quê? A grande diferença é vê-las neste conceito retrô onde Eunha ganha destaque pelo belo penteado. E a Yuju canta muito, PQP.

16º Taeyeon - Why



Tae pegou a segunda posição do primeiro semestre e até certo ponto eu continuei amando o melhor Tropical House do ano, mas um dia específico desgastou a faixa em minha concepção. Explico: determinada tarde, fui ajudar meu velho em tarefas chatas que rendem dinheiro. Na pressa, esqueci meus fones e de preparar alguma playlist, e à época, só tinha o álbum "Why" baixado pelo Spotify. Nisto, como escuto músicas em qualquer tarefa que permita tal ato, passei meia-dúzia de horas a ouvir apenas Why, em loop. Depois, devo a ter clicado 1 ou duas vezes no ano, e isso foi há 3 meses. Não é ideal, mas é fato.

15º Perfume - Flash



Eu curti isso pra caramba quando lançado. Porém, minha apreciação sobre ela teve um up considerável após assistir a parte 2 do live action de Chihayafuru, que tem Flash em seus créditos finais. Um pancadão farofento com os já mestrados vocais kawaiis contrastantes do trio. Com breaks e vozes suavizadas inseridas no tempo e passagens certas, deveria ser implantada no épico Cosmic Explorer em versão original, sem o album mix capenga.

14º Heechul feat. Kim Jungmo - Ulsanbawi



O duo entre os ticos teve um debut banal, mas o retorno se deu em grande estilo neste pouco convencional trot que evoca bem a essência brega, melodramática e angustiada do estilo. É cafona. É apelativa. Mas é uma experiência nova vinda de um dos nomes mais experimentais e criativos da indústria. Ainda há o extra de ver a lindinha da Chaeyeon como clipe-star. Muito melhor do que as baladas genéricas e choronas do Lim Chang Jung que os korebas tanto enaltecem.

13º IOI - When the Cherry Blossoms Fade



Que coisa lindinha. Canção mais minimalista e sentimental do IOI, o que pra mim a fez a melhor das gurias. Cherry Blossoms é arranjada com simplicidade e graça pelas gaitinhas, com um acompanhamento de doces vocais. É como um piquenique em uma tarde levemente ensolada de outono.

12º Loona - Vivid


Como disse no post solo, que foi desses que amei tanto a ponto de fazer um texto enorme e urgente para divulgar o hino, disse que Vivid parece saída de Chat-shire, o que é um elogio tremendo, pois IU entregou o melhor álbum de 2015 com ele. Pop e de fácil deglutição, mas sem deixar de ter classe e um arranjo mais clássico, o único porém se dá pelo fato de que dificilmente os outros vídeos do projeto terão a mesma qualidade.

11º Zico feat. Crush e Dean - Bermuda Triangle



Dá até vergonha de dizer que gostei tanto disso, mas a Billboard me deu endosso ao elegê-la a MELHOR música de K-pop de 2016. 10 posições a separam estas listas, mas temos o veredicto de que Bermuda Triangle é digna de seus aplausos. Se Zico costuma pecar em seus múltiplos releases (e o cara conseguiu errar mesmo com a Luna ao seu lado), aqui a combinação de seu rap costumeiro acabou funcionando com o R&B de Dean e Crush, que "intrometem-se" nos versos do Block B para evitar que se tornem cansativos e dar adornos especiais ao conjunto. Que fique aí mais um exemplo de como sou mente aberta e posso muito bem gostar de algo de artistas que pouco me agradaram até então. Se o treco for bom, eu vou reconhecer independente do histórico.
gfriend sinb gif

                        [80 - 67] . [66 - 53] . [52 - 39] . [38 - 25] 

Talvez essa tenha sido a parte mais surpreendente do Top ~ou não. Aos adivinhos, o Top 10 será composto de:

5 kpops (2 girlgroups, 1 boygroup, um dueto e uma solista).
1 dueto US
4 japas

E votem no Delírios Awards. O prazo se encerra dia 31.

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