Afinal, por que eu gosto tanto da Irene?

3/28/2017 0 Comments A+ a-


Respostado dia 28/03 em comemoração ao aniversário de Bae Joohyun <3.

Bias, Ultimate, adoração, paixão platônica, fanatismo, chame do que quiser. O fato é que, seja adolescente ou adulto, com as novas possibilidades facultadas pela popularização de meios de comunicação, ampliação de fronteiras e ocaso de preconceitos, qualquer um irá conhecer aquela pessoa  que provocará sensações intensas em si - mas não estou falando de seu colega de classe, transeunte aleatório ou primo. Me refiro, é claro, a uma celebridade; intangível, virtual, utópica.

Quem não teve, jamais entenderá, e provavelmente achará ridículo, imaturo, infantil. Quem tem, dificilmente saberá elaborar o convencer descrentes do porquê. As razões são cabíveis apenas para quem enfrenta o compromisso. É algo particular. Para compreensão externa, é apenas uma paixonite ou o "mal da geração" que troca o real pelo virtual.

Porém, neste post, vou tentar elucidar o inexplicável, explicar um sentimento primitivamente constrangedor e que, ironicamente, nos é prazeroso e cruel concomitantemente.

Não sejamos hipócritas. Muitos negam, mas não há alguém que desconsidere beleza. Há outros fatores mais importantes, é claro, mas a percepção inicial se dá pela superficial estética. A anatomia facial é relativa, mas em sua própria percepção, caso veja dois pretendentes em uma festa, naturalmente haverá uma predileção e sua psique inerentemente pensará "tomara que venha falar comigo" ou alguma variação disso, de acordo com seu cotidiano e atitude.

Toda essa verborragia para dizer que, sim, inicialmente, Bae Joohyun me atraiu por sua estética apurada que fez a plateia do MMA uivar e Joy chorar. Pessoas belas cruzam nossos olhares diariamente, e no simples clique de um MV, podemos passar horas a vislumbrar padrões que nos agradem. Eu assumo, abertamente, que sou atraído pela fisionomia do leste-asiático, e entre tantos beldades que me deparei em todos esses anos - Krystal, Seolhyun, Nana, Jessica... - Irene foi a que mais maravilhou os olhos deste que vos escreve.

Preponderante sim, mas ainda assim, fútil. Você pode querer para uma noite, para uns amassos, para uma simples diversão. Para marcar sua memória, preencher seus pensamentos, ganhar vida em seus sonhos e estimular um post sobre si, é necessário algo mais, muito mais. Em números não calculados, diria que 90%.

Você conhece a pessoa, se atrai, e aí, se aprofunda. A personalidade, como chegou ali, como é, quem é, o que faz. Se não podemos saber disso pessoalmente, temos de confiar em vídeos, entrevistas - quanto mais, melhor, para afastar a imagem programada pela empresa.

E assim, sabemos se será apenas um regozijo visual ou um gatilho para sofrência e prazer mental. 

Bae Joohyun, para mim, foi o segundo. Mas por quê? Essa é uma dúvida que pode assolar até quem encara a mesma situação para com figuras diferentes. Por que Irene, a líder tímida e de vocais pouco destacados de um grupo coadjuvante da SM, que não apresenta nenhuma capacidade sobre-humana ou seja extremamente conspícua no meio artístico?!

Tudo começa num processo lento. Primeiro busca-se programas frequentados pela moça isoladamente ou em conjunto, como os Weekly Idols. Um não é suficiente, pois pode ser uma atuação mascarada. Dois ajudam. Três podem ser definitivos.

Aí, um por um, em seus intervalos de tempo, fica claro que, mesmo que a felicidade eterna e contínua seja "recomendação" dos engravatados, como rola em toda indústria, o caráter de Irene não é o que se espera de quem trabalha com entretenimento; não é extrovertido, extravagante, chamativo (por razões erradas) e especialmente comunicativa. Introvertida, tímida, pensativa, silenciosa e observadora são características que podemos atribuir após contemplá-la um número de vezes. Esse comportamento ao avesso gera muitas críticas e julgamentos, seja de desinteresse, antipatia, arrogância, algo até recente, apesar dos anos de estrada e fidelidade a sua timidez, mas que me cativa pela similaridade com que me vejo, assim como sua honestidade e a empatia que transmite.

Vemos que não é uma atitude fajuta, e que encanta, sejamos justo, também pelo modo "fofo" e genuíno com que a artista age, mas também pela franqueza com que admite esse seu lado - e mesmo assim não deixa de atingir o sucesso que faz -, algo que costumeiramente é mal-interpretado por fugir do comum, assim como são SinB e Jessica.

Um grande exemplo é essa entrevista para a GQ Korea, bem íntima e pouco usual, sem as mesmas perguntas banais e óbvias de sempre. Você pode conferir na íntegra em inglês aqui, mas em ideia geral, ela deixa exposta um lado mais frágil, "humano" de alguém que vive por trás das câmeras, em passagens onde o escritor parece até impressionado pela timidez de Irene, que teve de pausar a entrevista para se recompor e até segurar lágrimas.

Em algumas partes, ela diz como se sente insegura por fazer as coisas sozinha, como é influenciada pelo que pensam dela e sua dificuldade de se expressar, mesmo dentro do grupo. Como busca escrever como se sente em um café perto de sua casa, como adora o céu e algumas passagens bem curiosas onde ela se mostra vulnerável e em questões existenciais sobre si mesma.

É uma entrevista divertida, mas com tons melancólicos, típico de pessoas taciturnas, e sei bem disso. O que mais me chama atenção, entretanto, é como ela se mostra incerta e abalada quando solitária. E nesta outra entrevista, para a IZE& Magazine, é reforçado seu comportamento recatado e uma certa necessidade de se sentir parte e estar com alguém.

Nas palavras dela: "Eu gosto de simpatizar e conversar com boas pessoas sobre como me sinto." "Apenas estar junto (com as integrantes) é bom (mesmo que não estejam fazendo nada de especial."

É claro que Irene não é uma depressiva e tristonha. Não é essa a proposta. E também não quero fazê-los pensar que sou a lá Michel Temer, louco por belas recatadas do lar. Que isso. Nunca. Mas enquanto uns dizem que os opostos se atraem, eu prefiro alguém que tenha suas particularidades, mas igualmente denote semelhanças. Irene, neste lado, é assim; a dificuldade de se expressar, as inquietudes e insegurança. Em contextos e graus variados, talvez, mas algo que consigo relacionar.

Ela não é uma Joy, uma Yeri, mas não deixa de saber lidar bem com o público e conduzir algo quando necessário. Até por isso, foi MC do Music Bank e agora membra do Laundry Day.

Já como é o relacionamento íntimo das meninas não podemos dizer, mas pelos vislumbres que temos de mídia, mais uma vez tem-se claro que Irene se sente bem por estar ali, sem avidez por ser o centro da conversa. O quadro "Picnic On a Sunny Afternoon" deixa isso bem claro, por exemplo. Enquanto suas quatro parceiras discutem alegremente temas aleatórios, Irene mal abre a boca, com exceção dos intermitentes e brilhantes sorrisos. Tudo parece verídico justamente pela forma como informações se encaixam e se mostram sequenciais. Ela não muda repentinamente. Não há uma forçada de barra para atrair os espectadores com fetiche em garotas comportadas e tímidas.


Uma pessoa sociável, esforçada e divertida, mas também comedida, atenciosa e generosa. Tudo isso, não esqueçamos, aliado a uma beleza ímpar e um sorriso que faria Vladimir Putin perder a carranca. Alguém que, como ela mesmo diz, busca experimentar o que lhe dá vontade, não vive resignada em uma bolha. Alguém que parece, como vários de nós, em busca de si mesma. E quem tem a humildade de reconhecer a própria imperfeição sabe que a cada esquina podemos descobrir algo surpreendente, desde que procuremos.

Um post complicado de se fazer. Talvez o mais difícil deste blog, pois ele não demanda pesquisa, e sim o ato de pôr em palavras algo que não fora feito para tal. Falta de talento, talvez. A despeito de tudo, porém, apenas espero que tenha sido competente para lhes explanar as razões que me fazem, debilmente, sorrir à simples menção do nome da garota que está no título.

Fiquem aí com alguns momentos:


Nunca tive paciência pra assistir esses programas por inteiro. Do pouco que vi ao vivo e alguns compilados, a Irene MC parecia bem desenvolta e com uma excelente química com Park Bo Gum. Menos falante que o rapaz, mais ou menos numa relação Heechul-Hani no WI, ainda que - felizmente -, Park aparente ser mais gentil e educado que o SuJu, praticante de tantos berros e interrupções para com seus colegas.







Ela é famosinha por essa facilidade em se assustar. Um gif que me chama muita atenção é o de baixo - que também é o 1º susto do vídeo. Notem que ela parece buscar auxílio pela Tiffany, como se estivesse realmente apavorada no momento. É divertido.




HAUHSUAHSHUAHUSHUAS. A cara dele é algo pra emoldurar.



O título diz tudo.



Um excelente exercício de fanboísmo.

E você, passa por situação semelhante com outro(a) Idol?

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