Pacotão Frenético do K-pop #07: MoMoLand, Hyolyn, Kyuhyun, B.A.P e OhBliss.

11/10/2016 0 Comments A+ a-


Com o final do ano a se aproximar e a dizimar qualquer esperança de alguma reviravolta maior no cenário capopeiro, os filhos desta indústria do entretenimento seguem sua corrida predatória rumo ao sucesso.

E isso, claro, nos presenteia com doces ou travessuras. Talvez as travessuras estejam mais corriqueiras do que o desejado nestes 11 meses de 2016, mas não podemos deixar que isso invalide a existência do que é realmente digno.

Dito isso, vamos treinar a percepção e preparar o terreno para mais um pacotão recheada de luxos e lixos:

Kyuhyun - Still



Kyuhyun - Blah Blah


Meu lado zombeteiro se sentiu fortemente compelido a comentar isso aqui com "Blah Blah Blah", mas como já demonstrei minha insatisfação com o sujeito no gif do gatinho, vamos ser sérios e ponderados.

Kyuhyun sempre rankeia bem em listas dos melhores vocais da Coreia, mas por que, então, sua carreira solo é uma grande mesmice? Ao que parece, todas suas faixas são apenas uma só: uma balada dramática com contexto romântico e usualmente trágico.

E o pior é que o cara ainda recebeu um Double-A pra isso, enquanto o f(x) nada (por mais que os orçamentos do rapaz não sejam muito dispendiosos).

Pois bem, em comparação com Still, Blah Blah ao menos teve algum impacto comigo. A letra possui mais força e a melodia mais sentimento. Porém, nada diferente do que vemos em quaisquer OSTs de doraminhas por aí. 

MOMOLAND - JJan! Koong! Kwang!


E o Momoland, ato que agrupou tantos fãs previamente ao seu debut que ganhou até fanbase Br (abandonada) e praticamente o dobro de sua meta no Makestar, estreou no cenário com o conceito mais genérico para girlgroups da geração: o White Aegyo.

Ainda que a crítica de falta de originalidade seja concebível, ao menos não fora algo tão exagerado quanto o recente Highteen. As garotas são bonitas e parecem carismáticas - apesar de que somente uma delas doutrinou uns 70% do vídeo -, o que pode significar alguma fama entre os korebas.

Hyolyn - Paradise


Após os pré-releases R&B xaroposos, heis que a morena da perna grossa lançou seu EP tendo como lead single uma farofona totalmente inesperada. Uma mudança de estilo de sua afuncional imagem solo, mas que ainda assim passa tão longe de valer dois ou três replays quanto Ayumi Hamasaki anda dos charts.

O maior atrativo disso acaba por ser as partes que envolvem o violino evocando o espírito fazendeiro enquanto Hyolyn requebra enlouquecidamente na tela, principalmente no escalafobético breakdown, onde vários instrumentos se misturam para criar algo esquizofrênico, porém notável.

Inacreditavelmente, de tudo que as integrantes do Sistar largaram neste 2016, nada superou 'I Like That'. Uma boa junção de mérito coletivo e demérito individual. A prevalência é relativa.

B.A.P - Skydive


Bem, não inclui o MV aqui pois até o presente momento, não tive a disposição de ver um vídeo de 10 minutos com o B.A.P, mesmo que a canção tenha mais qualidades do que o esperado.

Skydive tem seu lugar entre Angel e os sofríveis singles do início de sua carreira, com versos mais dramáticos e outros divertidamente agressivos. A combinação é competente em deixar a sonoridade intensa, vibrante e sem o perigo de cair na repetitividade. Ponto pros caras. 

OhBliss - BunnyBunny


Dougie e Bruno já haviam comentado sáqui, mas incompreensivelmente, só agora fui capaz de notar a genialidade da coisa.

Em um ano onde minhas farofeiras favs do AOA resolveram se ocidentalizar, ao menos tivemos o Brave Girls e agora OhBliss para as substituírem como guilty pleasure.

Concordamos que o vídeo é tão ruim quanto espinha interna, mas como quem vai pro fone é a música, a opinião deste que vos escreve é de adoração genuína pelo conteúdo de BunnyBunny,  com sua intro que flutua do funk ao country para chegar em um Pop-Aegyo preguiçosíssimo que atinge seu clímax em repetições da palavra coelho.

Funciona justamente por isso <3. 

E é isso, meus queridos. Obviamente haviam outros releases para acrescentar ao post, porém nada que tenha me estimulado o suficiente para dispor espaço e tempo. O que mais gostei sem valer postagem solo está presente. Então o resto, infelizmente para os fãs, não agradou a ponto de justificar os pitacos. 

Não deixe de curtir a página do Delírios no Facebook.