De volta às raízes, Crayon Pop prova por que é melhor que sua fav. Não adianta chorar.

9/25/2016 0 Comments A+ a-


Artisticamente, Crayon Pop teve um bom 2015, com a excelente FM e dois singles nipônicos bacanas - Dancing All Night e Rarirure.

Mercadologicamente, entretanto, foi um fracasso total. As vendas dos singles japoneses não chegaram à dezena, e os coreanos passaram longe da centena. Para quem ultrapassou a marca do milhão há apenas dois anos (em 2015, sendo três agora, obviamente), com Bar Bar Bar, uma queda vertiginosa e bem abrupta, fruto do péssimo gerenciamento pela Chrome, que bem poderia se chamar Explorer (há).

Para voltar ao topo, as meninas receberam uma nova equipe para si, em 2016, e a estratégia foi, justamente, retomar o estilo anterior a FM. Já tivemos um vislumbre disto no pre-release Vroom Vroom, e agora, o MV oficial do Comeback confirma de vez essa repaginada.

Confira:



Para vocês terem ideia do quão falida e perdida a Chrome está para lidar com as garotas, ela concedeu autonomia total para o grupo organizar seu retorno. Letra, produção, conceito, marketing, visual. Liberdade absoluta, afinal, os engravatados não têm ideia do que fazer.

Elas devem ter se escravizado horrivelmente, mas o resultado, ao menos, vale bastante a pena. 

Doo Doom Chit (DDC), onomatopeia para 'Ba Dum Tss' e inspirado num MEME (e quem mais faria um conceito disso?!) volta ao gênero mistureba que elas tanto mestraram; um mix de T-ara pré-2014 com o melhor que há em Orange Caramel, que por si só já é uma salada de frutas. 

A dinâmica entre o sintetizador e saxofone, entre retrô e moderno, formando um Nu-Disco impecável, é a definição do porquê Crayon Pop é necessário neste cenário uniformizado do K-pop atual. Como disse o Kpopalypse, elas são as 'punks' do sistema; indiferentes ao que é tendência, focadas apenas em sua próprias peculiaridades, ao quirky style

DDC faz exatamente isto. É divertida, irreverente e dançante. Algo único. O saxofone que parece saído de algum hit centenário do Fagner e evoca a melhor faixa do ato - Dancing Queen 2.0 -, movimenta toda a track e dita seu ritmo, sem se tornar enjoativo justamente pela sua velocidade e a bridge de rap da Ellin, que foge completamente do genérico de raps agressivos vidalok que todo mundo lança todo dia, independente do conceito e contexto.

Uma pena que os bancos da Chrome devem estar tão quebrados, que não conseguirem fornecer um orçamento decente para as integrantes fazerem outro de seus clipes cafonas e icônicos, vide o Super Sentai que foi FM. Ainda assim, em um quarto, entregam algo digno de nota e genuinamente esquisito (não é todo dia que vemos um gato tocando instrumentos de sopro) e que drible a pobreza com uma edição estilosa e coreografia agitada. 

Provavelmente vai flopar, pois não creio em uma reviravolta do Crayon após todo esse tempo, e os coreanos, o público que realmente importa, se mostra cada vez menos interessado em novidades. De qualquer forma, o que as meninas fazem aqui, sua fav could never (a menos que seja o Orange Caramel). 

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Sim, vou comentar sobre o comeback de Apink, mas give me a break. De ontem para hoje, fiz três posts aqui pro Delírios, mais a review de Digimon Tri pro IntoxiAnime, e ainda tenho de ver/escrever sobre Orange (o anime). Tudo DE GRAÇA.

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