Dal Shabet tem comeback bonzinho e só isso.

9/29/2016 0 Comments A+ a-


Após 5 anos de seu debut, seria redundante comentar que Dal Shabet é um bom ato. Porém, visto que elas nunca conseguiram figurar entre o mainstream, estando já numa espécie de vertigem decrescente de fama, é sempre válido lembrar o quão subestimadas as meninas são.

Sua carreira é, como basicamente a de todo artista, irregular, principalmente no início, justamente quando tinham algum apelo público. Desde 2014, quando os louros diminuíram, curiosamente, foram 3 singles entre o bom e o excelente - B.B.B, Joker e Someone Like U, esta uma uma das melhores do semestre e bizarramente produzida pelo farofa master Brave Brothers.

Agora, oito meses após o synthpop retrô que as colocou novamente em voga, Dal Shabet retornou com uma prometida nova abordagem em ode ao proletariado que passa a semana toda em uma ânsia corrosiva pelo descanso insuficiente proporcionado por FRISATSU.

Confira:



Com tantos anos no K-pop, aprendi a conter meu hype, pois teasers enganam mais que o YG - com exceção de comebacks do f(x), confesso. Apesar de diariamente exposto pela animação do meu parceiro Dougie, mantive a calma alcançada após anos de meditação. E bem, fatidicamente, fiz o certo.

A intro de FRISATSUN me chamou atenção pelas beats minimalistas, que abriam possibilidade para um Deep House ou até um Lounge, gêneros que gosto muito, mas infelizmente, fora uma mera enganação, pois no decorrer de seus versos, acaba por ser um dance-pop padrão.

A construção da canção forma uma simbiose divertida com a mensagem do MV, da semana laboriosa e tediosa para o caos e liberdade do final de semana, enquanto, sonoramente, acompanhamos uma build up estrutural que faz lógica interna, começando como um midtempo monótono para o clímax agitado justo nas partes alegres. Uma boa jogada na teoria, só que na prática isso gera um som pouco inspirado e demasiado inside the box, o que é decepcionante em comparação com seu último release.

E quando digo padrão, isso a adéqua na média da indústria. Não é ruim, tampouco destacável; é, como diz o título, boazinha, vide o recém-lançado Only One, do Arosa.  

Durante a criação do post, a escutei repetidamente cerca de meia dúzia de vezes para formar meus argumentos, e ao finalizá-lo, não pretendo continuar no replay, pois não me despertou o replay power, e mal posso esperar pra retornar em minha trinca sagrada dos últimos tempos: Navillera, Russian Roulette e Bobby Doll. 

Levemente frustrado, é claro, mas como mérito de uma discografia sólida e notável, abraço a campanha #ForThe1thWin. Não vai acontecer, mas estou no time!

Notinhas:

- Acima brinquei com as mentiras de YG, e hoje, a empresa anunciou novo álbum do BigBang ainda este ano, enquanto 2NE1 segue virgem em sua ot3;

- Flopadas por flopadas, meu grupo Nugu adotivo segue sendo Stellar <3;

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