Após 30 comebacks no ano, Apink amadurece para 'Only One'.

9/27/2016 0 Comments A+ a-


Eu nunca fui muito fã do Apink. Não tinha nenhuma ojeriza por elas, mas dificilmente esperava algo realmente bom vindo do grupo.

Isso mudou, porém, no solo debut de sua main single, Eunji. Hopefully Sky foi tão maravilhosa que encabeçou minha lista das melhores canções do primeiro semestre e me fez reouvir toda discografia do Arosa. Não mudei muito minha opinião, mas fiquei levemente ansioso para o comeback que as meninas iriam, ocasionalmente, fazer durante o ano.

Para aumentar o hype, em seu comeback japonês, ainda rolou essa b-side negligenciada que é simplesmente uma das melhores coisas do ano.

Abri os braços e o coração pra ser surpreendido, afinal, até o Sistar resolveu sair da mesmice em 2016. Para tudo há salvação.

A espera acabou ontem (25/09), com Only one. Será que me conquistaram?

Confira:



Sim...e não. O fato delas não terem escolhido o verão, e sim o outono para voltar ao cenário já era um indício de que algo seria diferente, e assim o foi, mesmo que ainda vejamos o espírito Apink na coisa toda, o que afinal, não está errado, visto que são um dos atos mais rentáveis e idolatrados da atualidade.

Only One ainda mantém a áurea pacífica e virginal que marca todo seu catálogo. Porém, é a faixa mais madura que a Plan A entrega pra suas pupilas desde Hush, lá em 2012, com o synthpop menos alegre e em ritmo com elementos variados, do R&B a pequenos riffs de guitarra (Gfriend OI!).

O lado bom disto é que as diferencia um pouco da tendência, visto que já tivemos uns 29 comebacks plagiados do Apink em diferentes graus (IBI, DIA, Oh My Girl, Gugudan, Cosmic Girls e até as Hello Venus resolveram bancar as inocentes). O conceito está saturado, e foram sábias o suficiente para arriscar uma pequena - bem pequena - mudança.
apink only one eunji gif

O lado ruim é pelo fato de Only One, como lead single, empolga menos do que o esperado. O refrão ficou bacana, principalmente na voz de Eunji, é claro, mas a passividade da melodia e a falta de um clímax mais adequado são notáveis. Se fosse um follow-up ou um double-a-side, talvez satisfizesse mais, mas após tanto tempo longe dos holofotes, sempre espera-se algo maior.

De qualquer maneira, Only One (que bate o recorde de nome mais utilizado do ano - empatado com Secret e High Heels -, após Only One e Only One) ganhou vaga no meu fone, mas com toda a cara de que logo será prontamente passada.
apink only one eunji gif namjoo

Não deixe de curtir a página do Delírios no Facebook.