Top 30 Melhores Músicas do Primeiro Semestre de 2016: 10º - 01º

7/26/2016 0 Comments A+ a-


E chegamos no terço final desse interminável e desnecessário ranking das bests dos primeiros seis meses deste pavoroso 2016. Sua fav estará nele? Quem será a líder do esquadrão? Serei eu um hipster contra o gosto comum? 

Confira também as Partes I e II.

10.Mad Clown feat. Kim Na Young - Once Again 


Baladinha de dorama acima das suas favs porque sim. A trilha de Descendants of The Sun é maravilhosa (o dorama não. Esse é tosco e constrangedor) e Once Again é a mais peculiar e agradável da ost. Diferente do usual, que segue vozes harmoniosas com um tom melodramático - é dorama, né?! - Once Again é conduzido pelo excelente rapper Mad Clown, que confere uma agressividade sonora, em magnética combinação com a dramaticidade nas partes de Kim Na-young.

9.Snuper - Platonic Love


Enquanto a indústria mainstream parece ter esquecido o Sweetune, ele entrega suas produções pra grupos nugus, e os flopados do Snuper foram os beneficiados da vez com esse synthpop retrô anos 80 que certamente passaria 10 vezes por dia na MTV em épocas onde a emissora era um órgão preponderante para atos Pop se estabelecerem e ganharem nota no mercado. Uma pena que Platonic Love parece ser uma exceção, pois tudo lançado pelo grupo antes e após a música, é uma draga.

8.Luna - Free Somebody


Post solo.

Olha o House da SM dando as caras. A beleza do sistema todo é que a despeito de estar distribuindo um estilo musical semelhante para grande parte de seus artistas, a SM varia na sonoridade, com Deep House, Tropical House, e aqui, um Future House. Uma experimentação coerente na melhor vocalista do grupo experimental da empresa, o f(x). Lastimável é que nem a própria agência parece ter botado fé em Luna, visto que realizou o comeback do EXO na semana seguinte.

7.Stellar - Sting

Post solo.

Após quebrar a Coreia com a semi-pornográfica Vibrato, Stellar resolveu maneirar de leve na exposição corporal em Sting, o que ainda assim quebra o protocolo da família tradicional hipócrita Coreana e ousa mais do que 97,6% (margem de erro 2,4%) dos atos mundanos. O MV segue a estética irônica e semiótica de sua predecessora e Mask, mas com uma abordagem retrô, inclusive com fotografia de Clark Gable e aspect ratio reduzido. Só não digo ser o melhor PBR&B do semestre por uma que está aí na frente.

6.Gfriend - Rough


O ápice do White Aegyo 2016 till now. Uma pena que ele tenha saído em Janeiro, o que nos amaldiçoa com outros 6 meses de puritanismo virginal fonográfico. O Gfriend, apesar de acompanhar a tendência da maneira mais fiel ao conceito do Apink, que iniciou a massificação do filtro açúcar, destoa do comum por uma eficiente combinação entre carisma, complexidade coreográfica e backing tracks que mesclam inclusive elementos rockish. E entre 4 bons singles, Rough é o que mais se destaca na promissora discografia das meninas.

5.Produce 101 (Strong & Gorgeous) - Don't Matter


Olha a terceira faixa do estupendo episódio nove de Produce 101 aí. Don't Matter foi fácil a mais negligenciada das apresentações, o que é uma calamidade. O erro dela foi apostar num conceito que morreu com 4Minute e o Old 2NE1 (se é que existe o new), com raps vigorosos e de força feminina, o que em contramão do restante do mundo, parece sem espaço na indústria capopeira, que valoriza e prioriza damas apaixonadas e escolares tímidas na personalidade, entretanto bem desinibidas no vestuário.

4.Brave Girls - Deepened

Brave Sound, Drop It! No ano em que o plural mais singular do k-pop tem acumulado grandes prejuízos e flopadas, falhando em erigir atos nugus do anonimato, o que basicamente corrompe o único motivo das empresas irem atrás dele, BB entregou, artisticamente, seus melhores trabalhos. Seguindo a estrada do PBR&B dos grupos que não conseguem praticar o White Aegyo Kawaii, as Brave Girls, em eu retorno após 3 anos e com uma line-up muito alterada, brilhou na diversidade entre High Heels e Deepened, sendo a primeira um hino instantâneo, intenso e que ressalta os vocais sem subestimar o poder de imersão de um instrumental bem feito.

3.4Minute - Canvas

Ah, você viu a capa e imaginou Hate, mas está enganado. É irônico que o último EP do 4Mnute pré-disband tenha sido, talvez, o que conteve as melhores b-sides (Blind também é ótima). E mais, Canvas, pra mim, é Top 3 de toda discografia das integrantes, junto com Volume Up e Mirror Mirror. A backing track é igualmente uma das mais viciantes do ano. Merecia muito um MV e não aquela xaropada 360º que parece inventiva, mas é só uma maneira de irritar quem assiste.

2.Taeyeon - Why

A melhor voz do k-pop, como descrevi Tae no post solo de Why (também rolou review do álbum), mantém uma impecabilidade solista de 90%, tendo, infelizmente, derrapado na insossa Starlight. Why segue a vibe House que a SM aderiu desde 4 Walls e View, dessa vez apostando numa vibe Tropical, bem adequada ao verão e sem soar como algo genérico e automático. Em uma inevitável comparação, perde para I, o que não é vexatório, visto que o debut solo da líder das ex-nine é um clássico moderno do K-pop.

1.Eunji - Hopefully Sky


Boom! Quebrei a cara de vocês todos, meus queridos. Apenas imagino as faces de surpresa, seguidas, provavelmente, de indignação, desprezo e revolta. Hopefully Sky nem ao menos recebeu um post para si, mas está aqui, no topo da pirâmide deste insignificante blogueiro. A verdade é que eu não dou bola pra Apink, aprendi a não esperar nada das meninas tamanha a estagnação sonora que elas atingiram em seu terreno de segurança. Eu acho isso uma chatice, e por isso adiei em umas duas, três semanas para finalmente dar Play no solo de sua lead vocal. Um arrependimento retumbante. O solo de Eunji utiliza do clima suave e feliz dos MVs de seu grupo, mas com o conteúdo de conotação pessoal e sua linda voz sem interferências monetárias para incluir o rosto de suas belas companheiras em tela.

Eu sempre adorei Kawaii Concept, o problema é a popularização ter saturado o conceito, com 2 lançamentos no estilo saindo toda semana, e sem criatividade alguma. Esforços enfadonhos, clichês e que em nada valorizam ou usufruem da qualidade que o Aegyo pode oferecer com parcimônia. Pois em seu solo debut, é o que Eunji fez. Um bom vocal, uma letra com sustância e um belo, porém simples e encantador MV. 

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Esclarecendo algumas ausências.

Red Velvet não entrou porque o comeback foi uma porcaria. Nem o amor estrondoso que nutro pela Irene me fez aceitar o que foi One of These Nights.

Tiffany não entrou com I Just Wanna Dance por ser inferior às outras. Heartbreak Hotel ainda sinto que poderia ter incluído, e mesmo que não, merece alguma nota. Farei um post pras esnobadas principais.

Wonder Girls não entra porque saiu no segundo semestre.

CLC não entrou porque é terrível.

Oh My Girl não entrou por que Windy Days só se salva pelo refrão, e um refrão bom enjoa com o tempo. Liar Liar não me agrada. Vide os releases de Mamamoo.

Entre as faladas b-sides de Good Luck, há uma ou duas que sinto necessidade de comentar. Aguardem o post das esnobadas.

Qualquer boyband que não está no top 30, ou não conheço, ou não gosto (casos de Got7, BTOB, Nu'Est, NCT PQP, iKON, CNBLUE, VIXX e derivados). Curti Toy, Fire Truck, Young Forever, Baby Baby e All In, mas não o suficiente para adentrar a barreira dos 30.

AKMU, Twice e Lee Hi me decepcionaram um bocado. Em teoria, teriam seus lugares aqui garantidos. Não deu. Sofro com isso.

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E é isso, meus queridos leitores. Curtiram as 30 melhores do semestre? Quais as suas alterações na lista e quais as favoritas? Comente abaixo que me interesso em saber.

Não gostou? Tá bom, mas não se irrite. Lembre-se, gosto é gosto, e qualquer coisa você pode me xingar no twitter, como esse cara

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