Brave Girls ressuscita o K-pop farofa 2014 em High Heels. Nós agradecemos.

6/26/2016 0 Comments A+ a-


Após 3 anos de hiato, as Brave Girls voltaram com uma line quase inteiramente nova no começo do ano, com o clássico instantâneo Deepened, e após apenas 4 meses, o grupinho pessoal infla-ego/ conta bancária do Brave Brothers já está de volta com aquilo que seu big boss faz de melhor: farofona. Confira:



Antes de iniciar minha dissertação ultra-complexa sobre o MV, entretanto, deixarei aqui um comentário que servirá de base para o debate:




O comentário em si é uma asneira, desses que trolls com perfis falsos usam pra incitar a peleia entre os fandoms inflados e cercados de mirins que não se aguentam e iniciam uma guerra que muitas vezes é cercada por 80% de ofensas, 15% ironias e 5% argumentos que refutam a afirmação. But, é compreensível o porquê dela ter escolhido AOA como alvo da provocação.

AOA era um grupo muito bom, mas ignorado pela massa, tipo Fiestar e Berry Good, mas aí, em 2014, o jogo virou quando elas conheceram o Brave Brothers e abraçaram a farofa com sexy concepts que os korebas tanto criticam, mas assistem enlouquecidamente. A combinação resultou em 4 singles (Miniskirt, Short Hair, Like a Cat e Heart Attack) e uma explosão de popularidade que elevou as Angels avassaladoramente na parede do k-pop. Era uma parceria dessas que parecia eterna, mas aí, em 2016, o AOA, em um movimento repentino, abandonou o Brave Brothers e adotou produtores ocidentais pra lançar Good Luck.

Se elas acertaram com essa escolha, é outro tópico (eu acho que sim), mas o fato é que enfrentam o pior período de sua carreira, com todas essas polêmicas babacas envolvendo figuras histórias e um sutiã exposto. Certeza que o BB está rindo soturnamente disso tudo.

Outro fato é o seguinte: High Heels é totalmente AOA 2014 (sem o carisma das integrantes), até com reciclagem do figurino de Miniskirt no MV. O BB até assustou no começo do ano, ao produzir Someone Like U e Deepened, duas canções realmente muito boas, com um ar retrô nostálgico e dançante, totalmente avesso às farofas EDM que ele costumava empurrar pra todo ato indiscriminadamente. E High Heels é BB de volta ao EDM, às origens. O comentário de hate é apenas uma pessoa se aproveitando dessa similaridade criativa e o momento frágil dos Elvis.

Já sobre esse regresso ao estilo, é fácil de entender. Deepened é hino, mas em pouco mudou o panorama Nugu das Brave Girls, assim como Someone Like U passou batida pelos charts. Se inovar não dá resultado, por que não retornar ao que sempre deu certo e vendeu horrores no passado? Pode soar como um regresso artístico, mas mercadologicamente falando, não podemos julgar o cara, já que o que move o sistema é o dinheiro.

E isso também não quer dizer que High Heels seja ruim. É inferior ao último comeback das garotas, assim como quase tudo lançado por qualquer grupo até o dia 26/06/2016, mas funciona muito bem isoladamente. Eu a comparei com a sonoridade do AOA em 2014, mas na verdade, a música tem a sonoridade de 2014. Após a data, principalmente em 2016, o k-pop tem se enchido com uma nova tendência, a dos Aegyos Concepts  (Lovelyz, CLC, DIA, IOI, o Pledis Girlz que pré-debutou hoje mesmo). Talvez High Heels fosse mais do mesmo e ignorado algum tempo atrás, só que nas circunstâncias atuais é quase um sopro divino. A indústria precisa do Brave Brothers, afinal.

A batidinha upbeat constante até chegar no crescente refrão com os engrishs espalhados aleatoriamente sem sentido algum, o MV  Sexy colorido e agitado, recheado de simbolismos sugestivos que grudam no cérebro nocivamente, e quando percebemos, estamos apertando o replay pela 15ª vez. É a síntese do Brave Brothers, só faltou uma intro icônica.

Dando uma de intermediário da paz clichê agora: as Brave Girls provavelmente nunca atingirão o sucesso do AOA, mas é uma imbecilidade alimentar qualquer discussão desse gênero. Aproveitem as músicas caras, é bem melhor. Garanto.

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