Crítica - Quarteto Fantástico(2015).

8/17/2015 0 Comments A+ a-

review quarteto fantástico
Fantastic Four(Quarteto Fantástico), dirigido por Josh Trank.



Na série Entourage, quando uma certa produtora lança um longa nos cinemas, tanto o astro principal quanto o diretor falaram que a obra que o público iria ver, não é a obra em seu conteúdo artístico original e genuíno, mas sim a versão picotada pelo estúdio.

E esse é o pensamento mais positivo que se pode ter sobre Quarteto Fantástico, após o término de sua sessão, pois qualquer qualidade sua parece ínfima quando em comparação com os intermináveis e constrangedores defeitos.

Eu não acompanho os quadrinhos do quarteto, e mesmo se o fizesse, não comprometeria meu julgamento baseado na cor de um personagem, quanto mais um ator talentoso quanto Michael B. Jordan, e de qualquer forma, consigo avaliar os meios de entretenimento de acordo com sua abordagem.

E avaliando cinematograficamente, o início do longa é deveras divertido e promissor, e alterando ou não a origem dos personagens, o modo como o foi feito foi muito interessante, uma pena terem focado apenas em Reed e Ben. A química do elenco também é muito boa, e com alguma ressalva quanto a Jamie Bell(ator que considero competente, mas não tem um roteiro com o qual trabalhar, entretanto, suas expressões não ajudam a apreciar o personagem), o resto do elenco de sai bem, com destaque para Kate Mara.

Comentar os efeitos seria redundante, 10 anos após o desastroso longa de Tim Story, o mínimo a se esperar seria uma melhora visual, principalmente no do "Coisa". Apesar de alguns deslizes e jamais surpreender, o CGI convence de forma satisfatória.

Infelizmente, todas essas qualidades somem comparadas ao roteiro, principalmente após a troca de dimensões que envolve alguns personagens. Os acontecimentos são absurdos, e não com fatos irrelevantes, sendo o surgimento do dom de uma personagem principal inexplicável. Tudo ocorre de maneira ridícula, entrando em uma galhofa involuntária constrangedora.

E quando eu já estava quase tapando o rosto para me poupar da vergonha alheia, surge o Dr. Destino, com um visual embaraçoso, tornando impossível tornar o personagem interessante ou temível, coisa que o roteiro jamais tenta construir. Todas as ações envolvendo o personagem foram erráticas, mal desenvolvidas e explicadas de uma maneira preguiçosa, gerando a luta final mais anticlimática e sem emoção que vivenciei no cinema, instigando mais sono do que vibração.

Passados os 99 minutos, eu apenas lamento o "destino" cruel que sempre acomete os filmes do quarteto. Fico triste pelo promissor elenco, e assumindo as declarações do diretor como verdadeiras, o que poderia ser um bom longa.

Nota: 4.